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Dor no Maxilar Pode Ser Sintoma de Ansiedade


Nem todas as pessoas sabem, mas a dor no maxilar pode estar ligada a questões emocionais, como a ansiedade. Este transtorno mental é capaz de causar diversos sintomas físicos e psicológicos, sendo o incômodo maxilar um deles.


Por isso, não adianta tratar somente a dor, visto que a causa pode ser muito mais profunda e estar ligada a algum problema mental que precisa de análise e acompanhamento psicológico.


Nesse artigo, você irá conferir as principais informações sobre o tema.


O que é a Ansiedade?

A ansiedade é uma reação natural do corpo, que faz parte do dia a dia de qualquer ser humano. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência para lidar com situações de perigo. Assim, em uma tentativa de “proteção”, o organismo dispara o sistema de “luta e fuga”.


É normal ficarmos ansiosos em momentos em que é preciso falar em público ou realizar uma entrevista de emprego, por exemplo. E é importante saber que, até certo ponto, ela impulsiona o indivíduo para a ação. O problema é quando começa a trazer prejuízos para a saúde e o bem-estar.


Os transtornos de ansiedade são diferentes do medo ou da ansiedade normais porque se caracterizam pela preocupação excessiva ou constante de que algo ruim vai acontecer.


Durante uma crise de ansiedade, a pessoa não consegue focar no presente e se sente muito tensa e preocupada sem razão aparente. Nesse momento, podem surgir sintomas físicos e psicológicos, que impactam a qualidade de vida e o convívio social.


Quais são os Sintomas da Ansiedade?

O transtorno de ansiedade pode se manifestar de diversas formas e não necessariamente uma pessoa tem todos os sintomas. Confira, abaixo, quais são os mais comuns:

  • Apetite desregulado;

  • Mudanças no sono;

  • Tensão muscular;

  • Enxergar perigo em tudo;

  • Pensamentos obsessivos;

  • Inquietação;

  • Náuseas;

  • Problemas digestivos;

  • Preocupações em excesso;

  • Falta de ar;

  • Tremores;

  • Diarreira;

  • Suor excessivo;

  • Coração acelerado;

  • Tremores;

  • Dor de cabeça;

  • Sensação de desmaio.


Qual é a Relação Entre a Dor no Maxilar e Ansiedade?

Para falar sobre isso, é necessário explicar o que é a Disfunção Temporomandibular (DTM), que se trata de uma alteração funcional da articulação que conecta a mandíbula (queixo) ao crânio (têmpora), a Articulação Temporomandibular (ATM).


Esta articulação é responsável pelos movimentos mandibulares. O que muita gente não sabe é que há uma conexão entre quadros emocionais e psicológicos (estresse, ansiedade e depressão) e a DTM.

Os principais sinais de que há uma alteração são:

  • Dores de cabeça frequentes;

  • Sensibilidade e dores nos ombros e pescoço;

  • Sensibilidade ao redor das orelhas durante a mastigação, a fala ou ao abrir a boca;

  • Mandíbula travada ou deslocado;

  • Estalos na mandíbula ao abrir e fechar a boca;

  • Escutar zumbidos com frequência;

  • Dificuldades para mastigar.

Os transtornos psicológicos afetam a saúde mental e o bem-estar de milhares pessoas, mas nem todas sabem reconhecer os sintomas dessas doenças e continuam vivendo sem receber o diagnóstico adequado.


É importante saber que estresse, depressão e ansiedade podem ser gatilhos que desencadeiam outros problemas de saúde, sendo um deles a dor no maxilar. Entre outras questões, o bruxismo também é um problema que pode ser ocasionado por fatores emocionais não resolvidos.


Portanto, tudo está associado: corpo e mente se comunicam de forma surpreendente e estão sempre dando sinais quando algo não vai bem em alguma dessas esferas.


As Diferenças Entre a DTM e o Bruxismo

Muita gente confunde, mas bruxismo e DTM não são a mesma coisa. A DTM é caracterizada por um conjunto de problemas que envolvem o músculo e esqueleto do aparelho mastigatório.


O bruxismo, por sua vez, é o ato de apertar ou ranger os dentes inconscientemente, sendo muito comum durante o sono.

Além disso, é importante entender que a DTM e bruxismo podem ou não estar associados.


Como Tratar a Dor no Maxilar?

O mais importante para o tratamento eficaz é identificar a origem real do problema para conseguir agir sobre ela. Vamos supor, por exemplo, que a causa da dor no maxilar seja a ansiedade.


Nesse caso, não adianta tratar apenas a DTM. É essencial agir sobre a raiz do problema, que tem fatores emocionais e psicológicos relacionados. E, para isso, é preciso buscar auxílio especializado através da Psicoterapia e, em alguns casos, psiquiatras. O tratamento, portanto, é personalizado e pode ser realizado por meio de uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais de diferentes áreas.


Normalmente, a principal indicação para tratar a DTM é o cirurgião-dentista, que irá solicitar vários exames físicos e imagem para compreender os níveis da dor sofrida e analisar os músculos da região. Este profissional deve estar sempre atento às questões emocionais do paciente e ter consciência de que o problema pode ser decorrente de fatores psicológicos, afinal, se for necessário, precisará indicar a avaliação de outros especialistas, como psicoterapeutas e psiquiatras.


Qual é o Papel da Psicoterapia no Tratamento da Dor no Maxilar?

O ponto aqui é que o problema pode estar relacionado a fatores emocionais e psicológicos.

Nesse caso, o psicoterapeuta irá atuar para auxiliar o paciente no entendimento de seus padrões de comportamento, gatilhos e questões que podem estar ocasionando o transtorno mental.


As sessões de psicoterapia têm como objetivo promover o autoconhecimento e ajudar a pessoa a lidar melhor com as suas angústias, criando estratégias voltadas para o bem-estar e qualidade de vida.


Em casos mais intensos e graves, o psicoterapeuta pode recomendar que o paciente faça uma consulta com um psiquiatra, médico que poderá analisar se há a necessidade de introduzir uma medicação para amenizar os sintomas.


Fique Atento aos Sinais

A conexão entre o corpo e a mente é muito poderosa. Por isso, é fundamental ficar atento a tudo aquilo que, eventualmente, sinaliza questões mal resolvidas que, de alguma forma, estão se manifestando por meio de sintomas físicos.

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Sandra Souza

Neuropsicanalista Clínica e Psicoterapeuta

Doutoranda em Saúde Mental

🔘Reg. ABP CPP/RS:10.119 ITR:14268

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